
(Dia 2 Janeiro, 14 horas, parque da escola, com o Fred)
-Vá lá! – Empurrava-me o Frederico para ir ter com a Tânia.
Eu estava cheio de medo só sabia dizer “é melhor não”. Sempre estive habituado a esconder-me por detrás dos óculos de crânio.
-Meu, vai lá ter com a miúda! Ela ‘tá sozinha e tudo!
“Não sei…” Engoli o resto da Coca-Cola e deixei cair a cabeça na mesa onde estávamos sentados.
-Ai é?! – Disse o Fred com ar provocador – Não vais lá, é?
Levantei a cabeça e franzi o olho para ele.
“Mau… Tu nem…” mas já era tarde demais… Com o andar de rufia próprio do Fred, foi ter com a Tânia e começou a falar com ela... Realmente é mesmo preciso ter muita lata para ir falar com uma pessoa que não conhece.
“Que é que ele está a fazer?!” Pensava eu com os meus botões. Só o via com sorrisinhos para ela… Sim, sentia-me bastante irritado e traído, pelo meu melhor amigo. Ele sabia que eu gostava dela e estava a provocar-me mesmo à minha frente…
Foi então que ele apontou para mim, e a irritação foi trocada pela vergonha e, a julgar pelo calor com que estava, devia estar com a cara pior que vermelha…
Depois ela levantou-se da cadeira. “OH MEU DEUS, ela levantou-se da cadeira!” Pensava eu quase que a berrar aos meus próprios ouvidos.
Tânia seguiu o indicador do Fred e ficou a olhar depois para mim sorrindo.
“Finge que não estás a olhar!” Mas o meu corpo não obedecia, nem sequer por milímetros: Ficou fixo focando o olhar dela. Com o meu cérebro a dar ordens e o meu corpo a não obedecer, fiquei especado a olhar para ela.
Fred afastou-se de Tânia e acenou-me despedindo-se. “Ai, ai, Fred… Quando te apanhar”. Fred disse qualquer coisa à Tânia e depois desapareceu.
Tânia agarrara entretanto nas coisas dela e começou a vir na direcção da mesa onde estava.
-Oi – Disse já quando estava em frente à mesa.
Nessa altura devo ter respondido qualquer coisa parecida com “Ó, ó, ól… olá” e devia estar a tremer por todos os lados.
Tânia olhara para redor e depois para o assento livre que estava na mesa…
-Acho que o teu amigo Fred, vai demorar um bocado, sabes?
“Er… Hã… Nã… não!” Bem que eu tentava parecer o mais calmo possível.
-Importas-te muito que eu me sente aqui? – Disse ela poisando as coisas.
“Er… Claro!” Tânia ficou a olhar para mim… “Quero dizer… Claro que não, não é?”
A minha alma estava parva e a minha cara não devia estar muito melhor…
-Chamo-me Tânia e tu?
“Lu… Lu…” Tânia riu-se…
-Lulu? – Disse ela num gracejo.
Eu ri-me e de seguida deu-se um click cá dentro… Tirei os óculos e poisei-os na mesa.
“Lucas, eu chamo-me Lucas” disse focando-a nos olhos.
Tânia ficou surpreendida pela minha mudança instantânea de atitude.
-Então e tens muita coisa para fazer este fim-de-semana?
Olhei para os livros, a resposta era evidente, claro que tinha montes de coisas… Mas apetecia-me mesmo estar com ela.
“Nem por isso… e tu?” De repente sou interrompido por um toque de telémovel.
Tânia olha para mim e pede-me desculpa e atende-o à minha frente.
-‘Tou? Alexandra… (…) Calma…(…) Não! Não faças nenhuma asneira!
Pelo o que eu percebi a chamada tinha sido desligada…
-Olha desculpa, nós falamos… – Tânia fez uma breve pausa olhando para mim – Depois…
“Mas… e…” Mas a Tânia tinha virado costas…
Mal sabia o destino que nos havíamos de voltar a encontrar, noutro lugar.
-Vá lá! – Empurrava-me o Frederico para ir ter com a Tânia.
Eu estava cheio de medo só sabia dizer “é melhor não”. Sempre estive habituado a esconder-me por detrás dos óculos de crânio.
-Meu, vai lá ter com a miúda! Ela ‘tá sozinha e tudo!
“Não sei…” Engoli o resto da Coca-Cola e deixei cair a cabeça na mesa onde estávamos sentados.
-Ai é?! – Disse o Fred com ar provocador – Não vais lá, é?
Levantei a cabeça e franzi o olho para ele.
“Mau… Tu nem…” mas já era tarde demais… Com o andar de rufia próprio do Fred, foi ter com a Tânia e começou a falar com ela... Realmente é mesmo preciso ter muita lata para ir falar com uma pessoa que não conhece.
“Que é que ele está a fazer?!” Pensava eu com os meus botões. Só o via com sorrisinhos para ela… Sim, sentia-me bastante irritado e traído, pelo meu melhor amigo. Ele sabia que eu gostava dela e estava a provocar-me mesmo à minha frente…
Foi então que ele apontou para mim, e a irritação foi trocada pela vergonha e, a julgar pelo calor com que estava, devia estar com a cara pior que vermelha…
Depois ela levantou-se da cadeira. “OH MEU DEUS, ela levantou-se da cadeira!” Pensava eu quase que a berrar aos meus próprios ouvidos.
Tânia seguiu o indicador do Fred e ficou a olhar depois para mim sorrindo.
“Finge que não estás a olhar!” Mas o meu corpo não obedecia, nem sequer por milímetros: Ficou fixo focando o olhar dela. Com o meu cérebro a dar ordens e o meu corpo a não obedecer, fiquei especado a olhar para ela.
Fred afastou-se de Tânia e acenou-me despedindo-se. “Ai, ai, Fred… Quando te apanhar”. Fred disse qualquer coisa à Tânia e depois desapareceu.
Tânia agarrara entretanto nas coisas dela e começou a vir na direcção da mesa onde estava.
-Oi – Disse já quando estava em frente à mesa.
Nessa altura devo ter respondido qualquer coisa parecida com “Ó, ó, ól… olá” e devia estar a tremer por todos os lados.
Tânia olhara para redor e depois para o assento livre que estava na mesa…
-Acho que o teu amigo Fred, vai demorar um bocado, sabes?
“Er… Hã… Nã… não!” Bem que eu tentava parecer o mais calmo possível.
-Importas-te muito que eu me sente aqui? – Disse ela poisando as coisas.
“Er… Claro!” Tânia ficou a olhar para mim… “Quero dizer… Claro que não, não é?”
A minha alma estava parva e a minha cara não devia estar muito melhor…
-Chamo-me Tânia e tu?
“Lu… Lu…” Tânia riu-se…
-Lulu? – Disse ela num gracejo.
Eu ri-me e de seguida deu-se um click cá dentro… Tirei os óculos e poisei-os na mesa.
“Lucas, eu chamo-me Lucas” disse focando-a nos olhos.
Tânia ficou surpreendida pela minha mudança instantânea de atitude.
-Então e tens muita coisa para fazer este fim-de-semana?
Olhei para os livros, a resposta era evidente, claro que tinha montes de coisas… Mas apetecia-me mesmo estar com ela.
“Nem por isso… e tu?” De repente sou interrompido por um toque de telémovel.
Tânia olha para mim e pede-me desculpa e atende-o à minha frente.
-‘Tou? Alexandra… (…) Calma…(…) Não! Não faças nenhuma asneira!
Pelo o que eu percebi a chamada tinha sido desligada…
-Olha desculpa, nós falamos… – Tânia fez uma breve pausa olhando para mim – Depois…
“Mas… e…” Mas a Tânia tinha virado costas…
Mal sabia o destino que nos havíamos de voltar a encontrar, noutro lugar.
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